November 5, 2009

ai, que preguiça!

Inacreditável.

Em pleno século vinteum, com o maravilhoso advento do msn, orkut, facebook, twitter e similares, o idiota me chega no orkut e pergunta - sendo que essa informação ESTÁ NO PERFIL!:

"oi, vc eh daonde?"

Duas coisas pra esse ser: vai xavecar mal a mãe, pra ver se ela cai, e acentua essa merda desse "É", inferno!

 

October 22, 2009

devo dizer que eu solidarizo.

"Pq?!!!???! Pq, meu deus, eu tenho que relatar tudo que eu faço praquela merda de Universidade???"*

A quantidade exorbitante de relatórios quase - QUASE - me faz ter saudade da época de provas.

 

 

*[fonte: frase do Neto, no msn]

October 21, 2009

já que,

Eu tinha entrado no submarino pra colocar o link do livro do Schopenhauer ali no post anterior, aproveitei pra ver o que aparece quando se clica em "Psicologia" - aquelas categorias de pesquisa dos sites, sabem?

Olha só, eu vou fazer um resumo estatístico, quem sabe até comentado, da primeira página -até porque eu me recuso a ver a segunda:

- 3 livros do Irvin D. Yalom.

- 3 livros do Augusto Cury

- Obras Completas de Sigmund Freud, pela editora Imago.

- edição comemorativa de 100 anos da "A interpretação dos Sonhos", do Freud.

- um dos milhares de livros da véia Elizabeth Kubler Ross sobre o luto.

Esses são os que eu conheço, da página, mas ao todo, faltaram uns quatro de autores desconhecidos. Eu acho que, se eu começar a dizer o quão linhadeprodução são os dois primeiros autores ali, eu acabarei ofendendo alguém.

A tradução da Imago das obras de Freud é um cocô, porque é a quarta tradução a partir do original - do alemão ao francês, dele ao espanhol, do último ao inglês, e daí para o português, que beleza!

A véia dispensa comentários; ela resumiu o luto em cinco fases, e você necessariamente está em uma delas quando você perde alguém, e elas são seqüenciais - pra ilustrar, tem esse vídeo aqui, que é excelente, diga-se de passagem.

No fim, se salva a edição dos 100 aninhos do texto que fundamenta todo o método psicanalítico.

Agora, o mais assustador de tudo isso é que alguns estudantes de psicologia, futuros p$icólogos, encaram isso como verdades incríveis e passam essas frases prontas para os atendimentos.

Ensino de qualidade, isso é Mackenzie!

 

 

metafísica do amor/metafísica da morte que se foda, eu vou é ver novela.

Esses dias vi um stand-up não-mainstream interessante. Uma das sacadas do cara era algo assim: "aí alguém vira pra você e diz ‘ah, esses dias eu tava vendo no orkut, só por curiosidade’… pô meu, é só isso que se faz hoje? ninguém vira pra você e diz ‘li um schopenhauer esses dias, só por curiosidade’."E é engraçado porque ninguém - que tenha orkut - está livre desse gostinho de voyeurismo socialmente aceito, ou, pelo menos, legitimado.

Então lá estava eu, vendo o perfil do meu namorado - nada como ter uma personalidade controladora há anos, não é? - e eis que me deparo com uma minazinha xís deixando um daqueles recados de mensagens de boa semana, boas energias, anjos, coração e clichês assim. Apesar de isso ser normal no perfil dele -locutor de rádio, brasil! - isso é comum, mas como a foto da mina era boa e a mensagem não era tão clichê - mas era, ainda assim - cliquei; só por curiosidade.

Antes de mais nada, quando eu entro num perfil, eu vejo fotos. Por que? Porque eu gosto de fotos, tenho um gostinho de ver o que as pessoas tentam imortalizar pelas lentes, e, é claro, como todo aspirante a fotógrafo, fico putaça da vida quando vejo aquelas fotos "euemeusmiguxosnumlocalxís" ou "familiahhh", "euhh", etc. Aliás, colocar H no final das palavras - quaisquer que sejam - é algo que me enerva. Enfim, lá fui eu ver as fotos da minazinha.

E não é que ela bloqueia parte das fotos para os não-amigos? Mas tá ok, fui ver o que me era permitido.  O único álbum visualizável era assim: duas fotos da sobrinha, uma foto dos pais e de uma pessoa xís, provavelmente vizinha, e - e agora fica emocionante - quatro fotos de fundos de tela do windows, com as seguintes legendas [duvido você clicar] inverno, flores, por do sol e céus azuis (sic) - JURO!!! - três fotos da Regina Duarte, uma do Richard Gere, uma do Marcos Palmeira, duas montanhas, uma com e outra sem neve, e, para finalizar com toda a classe, duas fotos da Hello Kitty.

Com isso à disposição, quem precisa ler A arte de Insultar?

March 2, 2009

mais louco é quem me diz.

Vejam só como a Loucura surgiu no século XVII, não como algo espontâneo que a sociedade de repente se deu conta, mas como algo fortemente embasado: diz Descartes que o pensamento é Razão. Diz também que o que separa o homem dos animais é a mesma Razão. E veja, por último, ele acrescenta - diga-se de passagem, a cereja do bolo mais importante na história da saúde mental - que a loucura não afeta o pensamento, mas sim o homem. 

Portanto, o homem louco não é homem, mas sim animal, porque a loucura é necessariamente a ausência de pensamento - uma forma diferente de pensar, nããão, pra que, né? Que linda visão de mundo que justifica todo o preconceito, maus tratos e segregação da doença mental, minha gente!

Temos muito o que lhe agradecer até hoje por isso, René.

 

February 11, 2009

sleight of hand.

Já repararam como todo mundo sabe ser romântico na folha de papel ou na tela branca, mas quando é pra Falar, fica mudo?

E por romantismo me refiro mais especificamente àquela forma de ver o mundo na qual tudo [sério, tudo mesmo] é sempre lindo, e tem poesia, e blá blá blá. Honestamente, eu acho quase impossível um cara que acorda às cinco da manhã, pra ir pra um dos empregos [sendo que o outro o fez ir deitar apenas três horas antes] veja beleza no nascer do sol, ou nas árvores [se existirem] pelo caminho, ou no tal canto dos pássaros.

Minha conclusão é que, como a maioria das exaltações pela via da linguagem, o romantismo é outra daquelas coisas que não existem de fato, só no imaginário. E que, eventualmente, a gente tem que botar os pés no chão.

February 5, 2009

sr. utopia.

Nunca teve lá muita paciência para meio-tom: ou sussurrava amável, ou falava alto, quando não gritava, sustentando fortemente suas idéias. Nunca abaixou a cabeça para aquilo que não tinha explicação - porque as coisas automatizadas raramente têm uma explicação, e tendem a fazer todos dóceis. Era impaciente, mas não era rude. Não em intenção, as interpretações, porém, variavam das pessoas ao redor. Raramente se importou, mas quando o fez, fez-se notar.

Sentia-se sempre vítima de uma inquietação inerente. Não gostava de dizer às pessoas apenas o que elas queriam ouvir, então passou muito tempo de vida em silêncio. Quando lhe perguntavam algo, respondia na medida em que permitiam - passava muito tempo analisando a pergunta, quando não era necessária uma resposta imediata.

Não gostava de reclamação à toa, acreditava que tudo deveria ser pensado e repensado antes de ser reclamado, criticado, ou afins. Porque pressupôs a vida inteira que algo do que se reclama deve, de alguma forma, machucar, incomodar, trazer alguma forma de sofrimento que precisa ser cessado. Neste caso, é justo - pensava. Mas jamais que reclamassem do calor, do chefe, do horário - tudo o que era de escolha do ser, era também sua responsabilidade. Achava tremendamente infantil que o aquecimento global, Deus, ou qualquer entidade de tal escalão levassem a culpa porque a pessoa não admitia suas escolhas.

Sua vida foi sempre solitária, mas nunca se arrependeu: só viveu de verdades.

 

 

 

February 4, 2009

via de mão dupla.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu fico realmente impressionada como alguns conseguem tratar cachorros como pessoas, e, quase que simultaneamente, ou momentos depois, tratar pessoas como cachorros.

January 6, 2009

coração abrasivo, ou ainda: anti-controle.

Ao contrário do provável, não, eu não vou enjoar, nem me cansar, nem desejar que desapareça. Existem sutis diferenças entre brisas quentes e ondas de calor: as primeiras são perfeitamente mundanas, podem ser aquelas impressões que sentimos ao ver uma cena da janela do ônibus, ou um sentimento raivoso por algum desentendimento - quem sabe, até uma pequena contemplação da beleza alheia, seja em quem for. Mas acabam rápido, deixando aquela pequena sensação de falso conforto.

Ondas de calor são coisas inabaláveis. "Como o mar, que sempre retorna", elas não te afogam nem te deixam congelar - são perfeitamente como dizem ser: sempre presentes, sempre necessárias, sempre belas, em seus contornos azuis com leves traços dourados e eventualmente, peixes de olhos grandes.

Nenhuma das duas podem ser descartadas, apesar de eu constantemente evitar qualquer sensação de conforto neste mundo. Por que? Simples: ele não existe. Uma alma inquieta será, eternamente, inquieta, e qualquer que seja a saída [nem precisa ser essa porcariada burguesa que nós fazemos uso] irá apenas retardar o efeito.

Que efeito? Respondam vocês.

December 12, 2008

entre o nada e o lugar algum.

A gente se perde tanto em megalomanias inúteis que acaba sempre não vivendo. Ou perdendo o que está lá para se viver. Eu nunca me canso da frase do Doors: AWAKE, SHAKE DREAMS FROM YOUR HAIR.

De nada adianta mostrar para o mundo as suas vicissitudes, quando você mal acredita nelas. Essa vidinha mansa, calma, devagar - insuportavelmente devagar - e regada de inveja me causa sensações diversas. A primeira é ódio, a segunda é desprezo, a terceira é pena e a última é indiferença. E eu detesto chegar à última - não há como voltar a sentir algo, uma vez que já se anestesiou por completo.

Sim, porque é uma forma de anestesia, sabe. Você vai ficando tão cansada, tão de saco cheio, tão-tão, que num determinado momento a pele parece que expurga tudo - e não sente mais nada. Pensando bem, talvez não seja anestesia não, talvez seja apenas imunidade.

E não há nada mais desumano do que se imunizar contra teu próprio sangue, ou contra aqueles que você considerava entre os teus poucos e bons.

No fundo, isso me enxe de preguiça.

November 6, 2008

reflexões de quinta à tarde.

A princípio, pensei em fazer um post simples, apenas com a citação abaixo e cujo título seria: "contra o academicismo". Depois de um tempo, porém, percebi o quão contraditório era, já na sua essência, um post com esse nome levar uma citação de, pasmem, um acadêmico.É bem verdade que não estamos presos aos lugares que escolhemos para nós mesmos, e é bem verdade que todo lugar que ocupamos possui uma cultura que nos antecede, e que se especifica nele -isso tudo considerando que nossa sociedade divide as funções, o trabalho, etc.

"Não é preciso, para levar a bom termo uma análise social, ser um analista com diploma, reconhecido, prático no manejo da língua esotérica da profissão. Um animador do tipo revolucionário pode exercer na ação uma função analítica reconhecida, pode facilitar com as suas opiniões e com as suas ações a revelação das significações, pode mostrar as instituições na sua verdade e obrigá-las a dizer o que são." [LAPASSADE, G. Prólogo para a Segunda Edição. In: Grupos, Organizações e Instituições. Rio de Janeiro: F. Alves, 1977, p. 13-34.]

Pois bem, temos então aí o que eu queria dizer, mas de uma forma aceita pela universidade num geral. Em síntese, mas em síntese mesmo, é apenas: para observar o que está a seu redor, basta estar vivo. Há quem diga que isto não basta, e argumente a incrível massa alienada - mas não considero a massa viva.

Antes que as pessoas surtem, vou explicar: num sentido biológico, é evidente que aquelas pessoas estão vivas; cagam, comem, trepam, falam, etc. Num sentido pretensiosamente existencial da coisa, já discordo: a ausência de pensamento sobre tudo que lhe cerca não é vida, é apatia - por ser apático, não se pode nem viver nem morrer, uma vez que não é humano.

 

questionamentos aleatórios.

Hoje ouvi uma senhorinha na rua, conversando com outra, dizer: "ah querida, é só um teste de fé que Deus te mandou…".

Me pergunto: que Deus é esse que te exige fé e que não acredita na tua? Peraí pessoal, o nego é invisível, porém onipresente, mudo, porém onisciente, e aparentemente cego - e onipotente, e a gente tem que acreditar nele sem dúvida alguma, mas ele pode ficar testando como bem lhe convier?

Não acredito nesse Deus aí.

October 8, 2008

lógicas burguesas.

Tá, talvez a pergunta se encerre em si mesma, mas, qual é o lance de comédia stand-up sempre ter algum tipo de introdução musical que envolve um improviso migué - repetidamente ensaiado, detalhe -de jazz, deixando o sax em evidência?

October 3, 2008

globalização da tpm - ou indagações sobre o apocalipse hormonal.

O que será que anda acontecendo com as pessoas - eu, inclusive - ultimamente, para que estejam tão agressivas?

September 15, 2008

it’s a powerful aphrodisiac, isn’t it? having power over another man.

E tem tantas coisas, sabe, mas tantas coisas… claro que "querer o bem" é um sadismo, eu digo claro como se fosse óbvio, está bem, não é, mas o que é óbvio é que existem distinções destes tais bens que rolam no mundo afora. Relativismo do seu saco? Sinto muito, mas é verdade. Tal coisa de um bem comum só existe nas religiões, na forma de Deus, e daí surgem zilhões de morais e éticas específicas, mas não! Não é disso que eu estou falando, meu!

Eu estou falando do afeto, do carinho que se tem pelas pessoas ao nosso redor e que nos faz querê-las bem. E é um porre isso aí, apesar de parecer inerente, porque o nosso bem não é, necessariamente - porque afinal as pessoas podem concordar entre si, né? -, o bem delas. E é nesse ponto que entramos no sadismo: o que mais existe de comum é tentar impôr as opiniões sobre as outras. Quantos embates filosóficos não são calcados em pura vaidade? Quantas análises não são mal sucedidas por culpa de um furor curandis do analista? Quantas palavras não são ditas por simples orgulho - isso sem mencionar as desculpas não pedidas -? O número de exemplos é infinito.

Mas até aí, meu, até aí saber disso tudo e tentar aplicar no teu cotidiano, putz. Quem nunca entrou em desespero ao ver uma pessoa querida se fodendo e não poder fazer absolutamente nada pra ajudar? Porque às vezes me dá uma vontade brutal de pegar algumas pessoas pelo pescoço e estapear até acordar, dar aqueles chacoalhões que fazem falta, mostrar que o mundo não é um lugar horrível - mas que é feio sim e que, ainda sim, a beleza está por aí, à espera.

Vejam, eu não sou tão amarga assim, eu só sou muito inquieta.

elogio ao cru:

De quantos subtítulos você precisa?

September 1, 2008

que foi, nunca viu gente tão triste sorrir assim?

No fundo, mas no fundo mesmo, eu nem ligo. Não quero saber o que você quer, nem do que você gosta; no fim, acaba sendo do jeito que eu quero. E isso nem é Maquiavel, não… acaba saindo por contingência… há quem atribua isso tudo ao tal dO Segredo, mas eu acho uma merda isso aí. Não tem que pensar nem re-pensar nem pensar demais e de novo e de novo e dê, novo. É só ir lá e fazer o que você acha que tem que fazer e, hã, comofaz? Ninguém te ensina isso aí não porque ninguém quer compartilhar as atitudes. Só se compartilha o querer - aliás, mentira: só se lamenta o querer, de resto, é todo mundo de todo mundo e todo mundo nu. Acharam engraçado? Eu não. Ai, ainda tem gente que se ofende, ai, ai, ai-nda! Não é pra se ofender, é só pra levantar a bunda dessa tua poltrona incrivelmente confortável e fazer alguma coisa pelas coisas que te acometem quando você está prestes a dormir, daí vêm aqueles pensamentos - tão amaldiçoados - mas que são tão bons! - que você quer afastar, mas eles voltam e voltam e voltam e voltam e daí você fica insone. Mas pessoas como você não deveriam dormir nunca mais por castigo de afastar tudo isso aí. Já pensou em pensar e daí dormir? É por isso que eu falo que, comigo, acaba saindo por contingência: dói de tanto pensar, mas quando pára de doer, parou. Simples assim.

Lavou tá limpo? Lavou tá novo.

August 26, 2008

ahhh então você está com pressa, então?

Eu acho honestamente grave essa idéia pós-moderninha/contemporânea da tal da Terapia Breve. Os caras falam em "cura em quatro sessões", considerando que isto seja equivalente a um mês, sendo uma por semana. Agora, como assim, meu!?

Isso é um assassinato da psicanálise, só pra começar, pelo simples fato de que não se forma transferência - a saber, relação afetiva do paciente para com o/a analista - nesse espaço de tempo, e mais que isso: aquilo que o paciente retrata como demanda - vultarmente, a queixa - é meramente um sintoma do problema, não o problema em si!

E como você quer tratar um neguinho só pelo sintoma? Lindo, maravilha, vai ter um efeito terapêutico jóia e o cara vai voltar pro trabalho dele, tal qual uma máquina; gente, isso não existe! Seres humanos não funcionam assim, só trocando a peça quebrada… Existe toda uma dinâmica no psiquismo da galera que torna um sintoma - ou queixa, ou demana, ou o que for - ligado, necessariamente, a toda uma rede, seja ela patológica ou não!

E há quem se diga psicanalista breve! Ahhh, valha-me! Cale a boca e volte pro seu trabalho, e se estiver ainda se sentindo mal, tome um remédio que passa.

August 12, 2008

macho, demasiado macho.

Não que eu seja uma defensora do feminismo, mas eu acho realmente babaca que todas as tentativas de se definir, na sociedade, o que é a mulher, o que se entende por ‘feminino’ e por feminilidade, a fim de que se quebrem os tais tabus - que existem em todas as culturas, vide qualquer estudo antropológico -; enfim, eu acho uma grande besteira, mesmo, que ao tentar encontrar o que é feminino esbarremos mais ainda em masculinização deste mesmo.

Então só existe o Falo mesmo, Freud? Que saco, viu? Afinal, tudo que uma mulher quer é mesmo isso, ser poderosa, autônoma - apesar de acabar sendo autômata -, independente financeiramente - quando eu ouço essa quero morrer de meningite - e ser uma boa mulher, amante, dona-de-casa e mãe.

Mas acho que é isso mesmo, viu… o que fazem de nós mulheres é sempre feito pra preservar a imagem da mãe. Deixando-a intocada, mutilamos nosso ser-feminino e nos tornamos tudo à imagem e semelhança do homem. Pra que Deus? Reze para o seu marido, ajoelhe e pague um boquete.

August 7, 2008

a dor escorre.

A dor escorre por entre os dedos do meu controle, e me leva a estranhos comportamentos.

Afinal, de que nos serve o amor, além de ser mais uma morte? Só dor, só dor, luto, e dor, e mais luto e mais dor. De que vale tudo isso, se agora tudo é tão minguante?

Deixem em paz meu coração!


Bea Rodrigues_______________

Segundo um amigo, eu pareço o Charlie Brown tentando soar sério. Mas eu gosto mais do Woodstock.

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    tô falando que a...
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