December 8, 2009

clube da luta versão são paulo fashion week

categoria: humorzinho.

Você não é as calorias que você tenta perder.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
[idéia de post descaradamente roubada do blog da Carol - de novo! - mas a versão dela é melhor, eu admito]

 

hora de voltar

Quem sabe as férias me tragam vida nova ao blog, não é mesmo?

Fato é que eu não lembrava o quão epiléticas podem ser essas caixas com números que você digita ao comentar. 

 

October 28, 2009

tô falando que a vida é concreta…

Daí você mora sozinha.

Coisa linda, independência, ninguém te fala nada - obviamente porque não há ninguém - você faz o que bem entender, e, uma das várias vantagens de não se morar mais com uma mãe maníaca por limpeza: você lava a louça e limpa a casa quando bem entender.

Ou não. Eventualmente, a sua casa faz isso por você. Como? Bom, primeiro, você está fazendo o seu jantar às dez da noite de miojo com requeijão. Aí você derruba o garfo cheio de requeijão no chão, e vai limpar. Aí você vai passar o produto lá two thousand que limpa em dez segundos aquela gordura toda, e você DERRUBA o vidro quase inteiro do que restava na casa. 

Bom, aí, já que tá ali no rolê, meu, molha um pano duma vez e dá uma passadinha rápida pela sua kitnet, que, por razões auto-explicativas, não é grande.

Pronto! Tá limpo, ou você espera que esteja. Afinal, como já diria o Neto [o sábio do post anterior]: "o importante não é limpar, é tornar invisível."

October 21, 2009

metafísica do amor/metafísica da morte que se foda, eu vou é ver novela.

Esses dias vi um stand-up não-mainstream interessante. Uma das sacadas do cara era algo assim: "aí alguém vira pra você e diz ‘ah, esses dias eu tava vendo no orkut, só por curiosidade’… pô meu, é só isso que se faz hoje? ninguém vira pra você e diz ‘li um schopenhauer esses dias, só por curiosidade’."E é engraçado porque ninguém - que tenha orkut - está livre desse gostinho de voyeurismo socialmente aceito, ou, pelo menos, legitimado.

Então lá estava eu, vendo o perfil do meu namorado - nada como ter uma personalidade controladora há anos, não é? - e eis que me deparo com uma minazinha xís deixando um daqueles recados de mensagens de boa semana, boas energias, anjos, coração e clichês assim. Apesar de isso ser normal no perfil dele -locutor de rádio, brasil! - isso é comum, mas como a foto da mina era boa e a mensagem não era tão clichê - mas era, ainda assim - cliquei; só por curiosidade.

Antes de mais nada, quando eu entro num perfil, eu vejo fotos. Por que? Porque eu gosto de fotos, tenho um gostinho de ver o que as pessoas tentam imortalizar pelas lentes, e, é claro, como todo aspirante a fotógrafo, fico putaça da vida quando vejo aquelas fotos "euemeusmiguxosnumlocalxís" ou "familiahhh", "euhh", etc. Aliás, colocar H no final das palavras - quaisquer que sejam - é algo que me enerva. Enfim, lá fui eu ver as fotos da minazinha.

E não é que ela bloqueia parte das fotos para os não-amigos? Mas tá ok, fui ver o que me era permitido.  O único álbum visualizável era assim: duas fotos da sobrinha, uma foto dos pais e de uma pessoa xís, provavelmente vizinha, e - e agora fica emocionante - quatro fotos de fundos de tela do windows, com as seguintes legendas [duvido você clicar] inverno, flores, por do sol e céus azuis (sic) - JURO!!! - três fotos da Regina Duarte, uma do Richard Gere, uma do Marcos Palmeira, duas montanhas, uma com e outra sem neve, e, para finalizar com toda a classe, duas fotos da Hello Kitty.

Com isso à disposição, quem precisa ler A arte de Insultar?

May 28, 2009

inaugurando a série: “mamãe, o capitalismo roubou meu… paladar!”

categoria: humorzinho.

Na cantina, duas amigas resolvem pedir sucos naturais. A loira pede um de laranja, a ruiva pede um de maçã. Dado o primeiro gole, a ruiva reclama:

- Nossa, como é ruim esse suco! O de caixinha é muito melhor!

"Você nunca tinha tomado suco natural de maçã?" - pergunta a loira.

- Não, meu! Quem faz isso? É intragável.

A loira suspira e toma mais um gole da laranja.

May 13, 2009

observação antropológica de um idiota.

Vislumbre a criatura. Devagar, demoradamente, pare e contemple-a em seu habitat natural. Ali, onde se sente à vontade, é que ela se expressa pra valer. Perceba o andar desengonçado, a incoerência das pernas. Está lá, entre os outros tidos como iguais por classificação arbitrária. Note os pelos no rosto, suponha que seja um macho; nenhuma fêmea seria tão descuidada a ponto de estar ali suja. Se for macho, os pelos estão ralos ainda, na mesma medida que o cabelo.

Contemple seus hábitos alimentares: o cigarro é sua proteína, o café é sua heroína, e volta e meia tem algo borrachudo entre os dentes… cheira a queijo, mas será que tem o gosto? Hábitos, enfim. Veja-a em volta das fêmeas, como se sente tranquila, a criatura. Mãos, pés, tudo relaxado, menos, evidentemente, o órgao reprodutor. Rijo por sob as calças, tanto quanto os olhos da criatura no próximo alvo.

A criatura caça. À primeira vista, a fêmea sente a criatura como mais velha. Note como a criatura consegue se mostrar madura, note a vaga idéia pacífica que passa, que paz, sabedoria e sabor que pretende extrair de tudo, de modo a feromonizar seu diálogo, seu papo, seu pinto, é claro, em primeiro lugar.

Mas a criatura sabe jogar na conquista do coito, digo, da fêmea que deseja. Ela traz o ar de quem não mais é verde, fruta madura, fruta sedenta; mas aparenta fragilidade. Um olhar descuidado pode fazer com que você, observador, queira cuidar dessa criatura. Vai pensar nela como frágil, como indefesa. Vai pensar nela como alquém que precisa de você, que te quer bem. De fato te quer, bem de quatro. 

A criatura não cuida, não sabe, só sabe dizer um mundo de verdades. Serão verdades? Observe, você, que está de longe, como só saem discursos razoáveis. Sim, repletos de razão, insensatez jamais, apesar da criatura gostar de algumas apologias. Veja como ele tenta adocicar o cru[el], veja como a criatura mantém a consciência limpa sempre, através de um repertório de verdades que não podem ser contestadas.

Não porque sejam verdadeiras, mas porque o discurso fálico já aprisionou a fêmea e agora ela chupa a porra da razão. Em breve, engolirá a da criatura com gosto, e depois, será cuspida [a fêmea, não a porra] pela criatura num piscar de olhos.

Veja você, observador, como não age com movimentos pretensamente delicados. Veja você como isso te faz tão macho!

 

 

April 23, 2009

interjeisendo.

Nestes momentos de tensão, estresse, tempos chamados difíceis, quando nos confrontamos com coisas até então desconhecidas, eu só tenho uma palavra a dizer:

 

 

Virge!

March 10, 2009

conversas saudáveis no oitavo semestre de psicologia.

[contexto: Neto não conseguia fazer um desenho. Neto vem conversar comigo, eis o que se segue]

Bea Rodrigues* diz: o que você pode fazer, neto? concretamente. além de se contorcer em sofrimento e angústia.

Nyro diz: não sei, acho q vou morrer com essa angústia

Bea Rodrigues* sending a dummy to my god. diz: mano.

Nyro diz: meu, desencana de me impedir de morrer! a dor é insuportável! rs

Bea Rodrigues* diz: então morre logo, pra eu parar de ouvir essas lamúrias histéricas do inferno! Já não me basta eu, santo deus!

Nyro diz: hahahahahaha

March 2, 2009

chute nas bolas da razão.

categoria: humorzinho.
Adoro quando Jung termina frases com: "campo onde a compreensão racional se mostra incompetente", ou "nossa capacidade intelectual é, portanto, limitada".

February 12, 2009

pedidos absurdos que a gente nem percebe que faz.

Bea Rodrigues* diz: ôoo buuuud, me ajuda?

! diz: se eu puder

Bea Rodrigues* diz: se eu tivesse que dar um panorama da nossa sociedade contemporânea, que texto você diria pra eu ler?

! diz: pelo amor de deus bia! que pedidos são esses?! seja menos exigente nos seus quereres!

February 9, 2009

um ultraje.

Meu Word mudou para o novo acordo ortográfico sem meu consentimento. Nem sequer avisou.

Puta facada nas costas!

January 7, 2009

perdão, newton!

Ela estava ali, despejando-me verdades e eu grudado à parede como se todo o centro gravitacional tivesse se movimentado quarenta e cinco graus sem que eu percebesse. Então, grudado à parede, não havia muito o que eu pudesse fazer - vejam bem, além de eu estar grudado, ainda tinha o fato de que, por causa da maldita rotação, eu não conseguia simplesmente manter minha cabeça abaixada, como fazem aqueles que recebem verdades doídas. Não, eu era forçosamente altivo, e, de quebra, com a ridícula tensão em manter os braços no antigo chão, como se a gravidade estivesse excelente, nunca melhor.

Agora imaginem a ridicularidade da cena: você está preso por uma gravidade invisível, que o faz não apenas incapaz de se esconder das coisas que mais detesta, mas que também tenciona todo o seu corpo - acabo de me lembrar que o esforço dos braços também se aplicava às pernas - apenas para ser esquartejado por frases que te dizem total respeito e que você morreria, e provavelmente também mataria, para não ouvir. Nunca. Em nenhum momento da sua vida. Nem em sonho. 

Ok, talvez num sonho em que, seguidamente, ocorresse um assassinato digno de sensacionalismo televisivo. Mas só neste caso.

 

 

December 3, 2008

sobre as pequenas frustrações cotidianas:

É de uma mancada sem tamanho sobrar apenas um bombom de côco quando tudo que você mais odeia, em termos de doce, é côco.

November 27, 2008

eu tenho peito!

categoria: humorzinho.

Hoje cometi um ato corajoso: em pleno frio paulistano, com garoínha, saí de casa com uma camiseta e uma blusa de malha sem soutien.

[coragem é o caralho, foi pura preguiça e só andei até o mercado da esquina comprar um chocolate]

November 26, 2008

saudação a la freud.

categoria: humorzinho.

stephanie diz:
oi buunda.

Bea Rodrigues* diz:
oi teta.

aluna aplicada, nota dez.

categoria: humorzinho.

[11:39pm]

Camila diz: beaaa oq cai na prova amanhaaa?

Bea Rodrigues* diz: é um mistério.

November 20, 2008

tempos idos.

Uma amiga minha e eu estávamos hoje - último dia de aula - lembrando de pérolas da adolescência inútil [na verdade, acabo de fazer uma redundância…] que tivemos.

Contextualizando, eu nasci em 87 e ela em 85, o que significa que, em 98, quando tínhamos lá nossos 11 e 13 anos a BaLaDiNhAaAh era o bailinho na garagem, no qual, além daquele momento absolutamente constrangedor de mistura dos sexos, só tocava techno, seguidas um pouco depois pelas boy bands; e as meninas faziam aquelas rodinhas detestáveis e dançavam coisas como a ‘dança da garrafa’, É o Tchan, Carrapicho… enfim.

Não bastando, a nossa adolescência foi também momento de alguns aparecimentos pitorescos, um deles a dupla Claudinho e Buchecha [vai dizer que a frase "controlo o calendário sem utilizar as mãos" nunca te chamou a atenção?], o Twister [quarenta graus de febre, né rapeize?], KLB [felizmente não saberei citar] e, para mim as vencedoras Pepê e Neném, como as mais estranhas do universo.

Quem não lembra daquela célebre entrevista delas no Fantástico explicando sobre o conceito de "embromation", que elas cantavam Michael Jackson por não falarem inglês?

Mas acho que só não foi mais grave porque na época, felizmente, não tínhamos ainda o conceito de vergonha alheia.

November 10, 2008

começando bem a sua segunda-feira, ou “será isto um mau presságio?”

É difícil não se sentir como o esquilo da era do gelo quando a noz moscada cai embaixo da geladeira.

November 4, 2008

coisinhas que só a burguesia faz por você.

categoria: humorzinho.

Simple Man diz: manutenção de piscina nem é muito caro… se for comprarar com esses prédios novos, que tem pista de cooper, academia, espaço gourmet, cineminha, lan house, estúdio, e blá blá blá

Bea Rodrigues* diz: o que é um "espaço gourmet"?

Simple Man diz: acho que é uma cozinha fora do seu apê, com um fogão chique, sei lá.

Bea Rodrigues* diz: mas qual a utilidade disso?

Simple Man diz: NENHUMA.

October 28, 2008

sobre o bom senso e seus lapsos.

Bea Rodrigues* do you believe in sweet sensation? diz: duda du sél. to comendo chocolate hoje como se não houvesse amanhã

duda diz: porque se voce parar pra pensaa a a aaaaaaaaaar na verdade não ha ha haaaaaaaaa

[somos auto suficientes em piadas, algum problema com isso?]


Bea Rodrigues_______________

Segundo um amigo, eu pareço o Charlie Brown tentando soar sério. Mas eu gosto mais do Woodstock.

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    tô falando que a...
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