April 16, 2009

eu lhe imploro.

categoria: noise., hermética.
com a mesma dor de todos os dias
ela levanta e sorri amarelo
para ouvintes cegos

e se você lembrar,
salve mais um por hoje
só por hoje

e se você puder,
deixe de lado só um
pelo menos um

só por hoje, pelo menos um

me deram um nome, me alienaram de mim.
me deram um nome, me alienaram de mim.
me deram um nome, me alienaram de mim.
me deram um nome, me alienaram de mim.

e se você lembrar,
salve mais um por hoje
só por hoje

e se você puder,
deixe de lado só um
pelo menos um

só por hoje, pelo menos um

October 2, 2008

augusta.

categoria: raposa., noise.
Retratos antgos sobre o chão de mármore,
o reflexo se perde, velho, enrugado,
em meio a restos do passado.

Teu temor, tão sombrio
é mais antigo que nós,
é mais forte que nós
e mais bonito.

Amarelo, cinza, azul.
Não existe vermelho na solidão.
É conhecida e ordinária - mas qual o problema com as cores frias?

broncas.

categoria: noise.

Porque aqui dentro, neste lado, meu coração ainda pulsa, e meus ossos fervem, e a alma inchada não sobe aos céus, mas se estrangula com correntes no inferno; a dor é, nada além disso posso dizer sobre ela, porque nada mais do que isso sei dela.

Mas dói. Trate de parar de se maltratar e de me maltratar junto, porque ninguém precisa de mais dor.

July 7, 2008

keep out.

categoria: raposa., noise.

O lance é o seguinte: se o mar não tá pra peixe, não adianta vir com linha grossa.

July 2, 2008

ela morde - só se você quiser.

- Me chamam de arrogante, de mal educada; falam que não-sei-quem me come, que dei pra fulano, pra ciclano. Já fui de tudo: prepotente, vagabunda, metida, cuzona, groupie, vadia e filha da puta. Isso que mamãe nada tem a ver com isso. Já fui até omissa, por ficar calada!

- E por que isso?

- Só porque não tenho saco pra rasgação de seda, quem dirá manter aparências desnecessárias. Não faço sala, não lavo roupa suja e muito menos arrumo cama. 

June 30, 2008

por favor é o caralho!

Esses dias eu estava na minha avó e pedi a ela para usar o secador. Eu faço esse pedido desde que eu me conheço por gente, ou, no mínimo, desde que meu cabelo ficou muito comprido para não ser seco no inverno.

Enfim, me pareceu extremamente idiota pedir a ela para usar um utensílio que eu uso já há tempos. Daí comecei a pensar o porquê daquele hábito, e me veio sem demora a conclusão: ela ficaria ofendida se eu não pedisse, e mais, se sentiria invadida, desrespeitada, coisas assim.

Confesso que essa noção de posse permeia a minha vida, principalmente se tratando de privacidade. Eu sou a primeira a rosnar quando alguém invade o "meu espaço". Mas a sociedade atual é isso aí mesmo, né? Cada um no seu quadrado, cada um com as suas coisas, cada um com seus amigos… incrível.

Eis que surge daí, dessa privatização intensa, a idéia de pedir permissão. Claro, os moldes da polidez burguesa antecedem ainda mais essa coisa toda, mas certamente ambos esses fatores aliados nos dão o que hoje chamamos de "educação". Não fica só no pedir licença pra entrar na casa dos seus amigos, fica até meio infectado nas relações humanas.

Por que, no exemplo da minha avó, ela ficaria ofendida caso eu usasse algo dela sem pedir? Ora, eu a excluí da decisão, eu entrei num espaço que é nitidamente dela e não a envolvi nesse processo. Por outro lado, ela é a minha avó, né? Segundo mamãe, foi o primeiro ser a me dar banho. E tantas outras coisas. O ponto que eu quero alcançar é que essa noção de posse destruiu toda a idéia de intimidade.

Só se é permitido um grau a mais - ainda limitado - no relacionamento afetivo, ou, como em muitos casos acontece, na fetichização da pessoa com quem se namora, casa, noiva, etc [não necessariamente nessa ordem]. E ainda sim, a sociedade faz essa permissão de forma muito velada. Qualquer sinal de intimidade - chamada por alguns p$icólogos de regressão - em público é veementemente punido, seja por zoeiras, seja por "tem lugar e hora", seja pelo que for. A cara feia de alguém num coletivo a um casal de mãos dadas, aquela clássica invejazinha, já é um sinal disso.

O chato é que isso nos é ensinado desde crianças, e conforme os relacionamentos vão acontecendo, desde seu grupinho na adolescência, até família e relações afetivas, isso pode ser incentivado ou não. Me pergunto qual a "função" de inibir tanto as pessoas. É claro que um ser castrado segue mais facilmente a lógica do capital e toda essa parafernalha que existe, sem se revoltar, mas será que a castração impede a reflexão também? Porque é relativamente fácil interromper uma ação, mas pensamentos têm uma força muito mais intensa, a meu ver.

Se bem que a intimidade está perdida até nesse nível, ultimamente. Com tantas pessoas reprimindo pensamentos, onde será que vamos parar? 

 

June 18, 2008

puta que pariu!

categoria: raposa., noise.
 
NÃO-ME-DESRESPEITE!

June 13, 2008

irredutível.

categoria: noise.

Autonomia ou Morte!

March 19, 2008

grrrau!

categoria: raposa., noise.
Vai todo mundo, TODO O MUNDO, todinho - SEM EXCESSÃO - tomar no cu!

March 16, 2008

vedder, e.

I used to try and kill love, the highest sin.

How I choose to feel is how I am.

I will not lose my faith - it’s an inside job, today.

Love comes from within your heart and desire.

Love comes from within my heart and desire. 

March 8, 2008

coisas boazinhas.

categoria: noise.

Fizeram uma resenha da minha banda!

Yupiii! 

March 2, 2008

sexta insana.

categoria: noise., hermética.

Muitas mãos me levantaram, quatro cordas que me prendem e me soltam.

Muitas lágrimas saltaram, para fora, entre sorrisos, entre três acordes que me despiam, arrancavam-me os brincos.

E minha coroa; despedaçada.

E meu coração, intacto. 

 

 

January 30, 2008

categoria: raposa., noise.

"Para Boddah,

Falando na língua de um simplório experiente que obviamente preferia ser um maricas covarde, infantil resmungão. Esta nota deveria ser bem mais fácil de ser compreendida.

Todas as advertências do Punk Rock 101 Courses ao longo desses anos, esta é a minha primeira introdução ao que poderíamos chamar de ética, envolvendo independência e com o engajamento de sua comunidade, foram provadas como verdadeiras. Há muitos anos eu não venho sentindo excitação ao ouvir ou ao compor música, bem como ao ler ou escrever. Eu me sinto culpado de dizer estas coisas através dessas palavras. Por exemplo, quando estamos nos bastidores e as luzes se apagam e o ruído enlouquecido da multidão começa, isto não me afeta da maneira como afetava o Freddie Mercury, que costumava amar e se deliciar com o amor e admiração da platéia, o que eu admiro e invejo totalmente. O fato é que não posso enganar vocês, nenhum de vocês. Simplesmente não seria justo para vocês e para mim. O pior crime que eu poderia imaginar seria o de afastar as pessoas sendo falso, fingindo estar me divertindo 100%. Às vezes eu sinto que deveria acionar um despertador todas as vezes que subisse ao palco. Eu tenho tentado com todas as minhas forças gostar disso, e eu gosto, Deus acredite em mim, eu gosto, mas isso não é suficiente. Eu aprecio o fato de que nós comovemos e entretivemos muita gente. Eu devo ser um daqueles narcisistas que só gostam das coisas quando elas acabam.

Eu sou muito sensível, eu preciso estar ligeiramente entorpecido para recobrar o entusiasmo que eu tinha quando eu era criança. Nas nossas últimas três turnês, tive um reconhecimento por parte das pessoas que conheci pessoalmente e dos fãs da nossa música. Mas eu ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que eu tenho por todos.
Há bondade em todos nós e eu simplesmente amo muito as pessoas. Amo tanto, que isto faz me sentir tão fudidamente triste. O triste, sensível, insatisfeito, pisciano, homem de Jesus.
Por que você simplesmente não relaxa e curte? Eu não sei!

Eu tenho uma esposa que é uma deusa e que transpira ambição e empatia, e uma filha que me lembra bastante o jeito que eu costumava ser, cheia de amor e alegria, beijando cada pessoa que ela encontra porque todo mundo é legal e não vai machucá-la. Isto me aterroriza ao ponto de eu mal conseguir funcionar. Eu não suporto pensar na Frances tornando-se uma pessoa infeliz, auto–destrutiva uma roqueira da morte, coisas que eu me tornei.
Eu tenho estado bem, muito bem, e eu sou muito agradecido por isso, mas desde os sete anos, eu me tornei odiável perante as pessoas em geral. Isso porque parece tão fácil para os outros se darem bem e ter empatia entre si. Só porque eu amo e sinto muita pena das pessoas, eu acho. Obrigado a todos, do fundo do meu estômago queimando em náuseas pelas cartas e demonstrações de preocupação durante os últimos anos. Eu sou mesmo uma pessoa muito neurótica e taciturna e eu não tenho mais aquela paixão, então, lembrem-se: é melhor queimar de uma vez do que ir queimando aos poucos. Paz, amor e empatia. Kurt Cobain.

Frances e Courtney, eu estarei em seu altar.  Por favor, continue, Courtney, pela Frances.  Para que a vida dela seja muito mais feliz sem mim. Eu amo vocês. Eu amo vocês."

 

Courtney Love disse que era uma grande besteira, assim que leu a carta, a frase do Neil Young que o Cobain cita ali, quando diz "é melhor queimar de uma vez do que ir queimando aos poucos".

De toda a biografia que eu li, só tiro uma coisa da vida do Kurt Cobain: não tem como viver tentando formar uma imagem gigante que há de ser amada por todos. A única parte dessa carta que me toca é o final, sobre Frances e Courtney e, se querem saber, eu concordo com ela. Isso que o Neil Young falou é, de fato, uma grande besteira. Não pelo seu clamor à intensidade da vida, mas sim pelo fato de que, para que se tenha algo intenso, não se faz necessário queimar.

January 22, 2008

o lance é assumir, né?

categoria: noise.

Ok, pessoal, vamos lá. Eu estou ficando LOUCA com esses sites. [a saber, myspace, fotolog, lastfm, trama].

Eu estou ficando REALMENTE louca com esses sites. E de mal humor.

cansei.

Essa brincadeira de correr atrás de gráfica pra ver encarte, cola, fitinha de cetim, perfil no myspace, perfil no lastfm, layout da parte interna, agradecimentos, ordem das músicas, fotos de divulgação, fotos de show, blog da banda, fotolog da banda, email da banda é legal.

Andar o centro da cidade INTEIRO e ficar HORAS no computador, editando, dando upload, gravando cd é que não.

[este foi o meu momento lamentação-de-barriga-cheia, obrigada]

January 12, 2008

inefável.

categoria: noise.

O disco está pronto.

January 9, 2008

É bom ver que algumas coisas mudaram.

categoria: raposa., noise.

 

"Raposas são frutos da vingança, da rejeição e do incômodo. Elas não existem para agradar, elas não existem para suportar a impunidade e, acima de tudo, não existem para serem amadas. Mas acima de tudo, de tudo mesmo, raposas são livres."

 

[Bea Rodrigues, Janeiro de 2007]

January 4, 2008

doses de realidade.


Matheus, diz: mas uma coisa é verdade… enquanto neguinho dá golinho na vodka e cita filósofos, tem esse povo aí dando a cara pra bater.


Agora dêem uma lidinha. Somos todos uns burguesinhos, se comparados a "esse povo".

November 27, 2007

sobre a música e a livre expressão, quem sabe?

Tenho percebido muitos juízos de valor ultimamente, em especial dentro do mundo-bolha que são as bandas independentes, com quem convivo, inclusive a minha própria. Fato é que existe um moralismo por trás da premissa da ausência de moral, que o rock tanto prega. Não, talvez não seja essa exatamente a palavra; talvez hierarquia caia melhor.

Aparentemente, a música num geral, não somente as rochas que rolam, preza pela livre expressão, inclusive, talvez a arte como um todo, mas isso já é outro assunto. Essa tal liberdade está calcada no pressuposto de que, se você faz música, você põe um pedaço teu nela, logo, você se envolve, se entrega; é uma relação de cumplicidade. Até aí, tudo bem, talvez um pouco idílico, mas ainda sim, nada muito reprovável na premissa; a não ser talvez ela ser uma premissa, já que isso cortaria toda a espontaneidade do momento, posto que cai numa regra.

A forma de um músico se fazer ouvir, literalmente, pode se dar através de um show ou de um disco. É aí que surge a primeira, e talvez a mais óbvia, hierarquia nas bandas: o ser independente e o estar numa gravadora. Diz-se por aí que o sonho das tais indies é entrar para uma gravadora e, God save the clichés, fazer sucesso, ou, como era antes: passar a sua mensagem ao maior número de pessoas possíveis. Atualmente, não sei até que ponto isto continua sendo uma verdade, mas, para que o texto não se perca do tema, como é de meu costume, consideremos que isto seja real, ainda. Pois bem, se o sonho é estar numa gravadora, percebemos que as bandas dentro destas estão, de certa forma, num patamar acima das independentes.

É engraçado que, na nossa sociedade, estamos cercados de relações de dominação por todos os lados, e não é de se surpreender que as bandas e o rock tenham caído nisso também. Afinal, a mediação ainda ocorre pelos mesmos fins, o capital e toda aquela parafernalha marxista, a qual não vou discorrer sobre, porque deixaria o texto longo e, para os que estão pouco se lixando para filosofia e só querem saber o que eu penso sobre as bandas, bastante chato.

Quando nos vemos numa relação de dominação, também entendida como hierarquizada ou vertical, deve, necessariamente, existir um topo e algo que legitime esse lugar e aqueles que o ocupam; o que justifica também o que está abaixo e os que ali estão. Essa relação deve passar por um processo de manutenção, pois me parece que o topo não gostaria de sair de seu lugar, enquanto quem está abaixo tem justamente esta pretensão, a mudança [até, claro, que atinja o topo].

O rock surgiu como manifestação, dizem. Talvez muitos dos movimentos, em suas raízes históricas e bastante ligadas em seus contextos, tenham sua origem como manifestação, súplica, grito por socorro, etc. Porém, quando caem nas mãos da indústria cultural, aquela que os absorve e os transforma em produto-pronto-para-as-massas, se tornam os que sustentam a dominação. É, portanto, um processo dialético, por mais que existam os pólos. Inclusive, a existência destes é, na realidade, uma tentativa de mascarar o processo dialético; um mecanismo ideológico de configuração da realidade, que a torna maniqueísta.

A gravadora, em última análise, nada mais é do que um veículo da já citada indústria cultural, sempre visando o lucro, a mais valia e as “músicas que vendem”. Assim, estariam no topo da relação, deixando às bandas independentes os lugares inferiores, e, ainda por cima, iludidos com um topo que nada mais é do que aquilo que reafirma a sua condição de inferior, isso tudo seguindo a lógica da dominação.

Então, se as bandas da gravadora estão no topo, elas assumem um lugar de onipotência e passam a ser alvo da idolatria, mecanismo que elas criam, com seus marketings, e que as reforça. Ao se tornarem ídolos, tudo o que fazem se torna permitido e, inclusive, seguido; mas não por eles mesmos, eles têm de estar em constante mudança para não se tornarem maçantes, manjados, blasés; eles são seguidos por aqueles que estão embaixo: nós, os indies.

Vejam só como todo o nosso potencial revolucionário vai para o saco, numa brincadeira dessas: está lá a banda nova, de uma gravadora xís, na qual o cara se arrebenta no palco, bem como seus companheiros de banda e todos os instrumentos e equipamentos visíveis. Nós achamos isso lindo, revolucionário, maravilhoso, expressão de sentimento puro; mas quem garante? É uma pretensão bem grande da nossa parte saber o que os caras estavam pensando ao fazer aquilo tudo. E se for tudo farsa? Pode ser a nova estratégia, a nova moda.

Mas, supondo que seja verdade, que eles estivessem realmente passando sentimento, e que nós queiramos fazer algo assim também, passar tanto quanto eles, ter uma música daquelas. Qualquer macaquice que façamos no palco será amplamente rechaçada: somos boçais, queremos aparecer, estamos implorando por atenção. Mas será que eles também não? Esta pergunta sempre me incomodou: por que eles podem, e a gente não? O que os torna melhores, mais sinceros e, quem sabe, virtuosos, que nós?

A idolatria é uma desumanização. Não estamos vendo os homens e as mulheres com instrumentos no palco, tentando fazer ressoar os gritos mais reprimidos de seus seres, da mesma forma que nós também fazemos; estamos vendo aquela banda, aquele guitarrista, baixista, vocalista, etc. Cristalisamos uma identidade neles e em nós mesmos, tudo porque estamos presos num sistema que verticaliza as relações. Quando cristalizamos, tiramos deles o caráter humano, impedindo-os de qualquer falha ou erro, e de nós também, porque não nos permitimos uma livre expressão.

É por isso que comecei o texto sobre os juízos de valor: o que difere um daqueles caras de nós? Ele tem talento, certo, mas quem garante que eu não tenha também? “Ah, mas você não faz músicas como ele”. De fato, não faço, e ainda bem que não faço, não é mesmo? Acredito que se todas as músicas seguissem outro molde igual, porque afinal  todas já são regidas pelo “1,2,3,4!”, estaríamos tão alienados que não existiria qualquer emoção a ser sentida, ao escutá-las.

November 10, 2007

on the bound.

Um suspiro, uma garganta contraída, um telefonema.

"já estamos aqui, você está vindo?" - estou.

Uma aceleração nos batimentos cardíacos, uma respiração forte, forçada, uma sensação de proximidade.

"vamos?" - vamos! ‘vamos, sim!’

Um abraço, um yakisoba, um copo com coca-cola e vodka. Um? Não, mais que um desta vez. Uma caminhada, uma padaria cheia de amigos, uma garota que fez minha noite e me contou da lagarta da Alice. Um cigarro, não, mais que um também, um vip, um copo de cerveja[e foi só um mesmo]. Uma jukebox, uma música do Pearl Jam, uma do Pink Floyd, uma banda antes de nós. Um absinto, um afinador, um baixo.

Um show. Não, errei: O show.

Obrigada.


Bea Rodrigues_______________

Segundo um amigo, eu pareço o Charlie Brown tentando soar sério. Mas eu gosto mais do Woodstock.

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    faz tempo que...
    clube da luta...
    hora de voltar
    tem sempre aquela...
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    ai, que preguiça!
    tô falando que a...
    devo dizer que eu...
    já que,
    metafísica do...
    vô, ele me disse...
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