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	<title>quarenta e três pores de sol</title>
	<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com</link>
	<description>textura.</description>
	<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 05:42:00 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>

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		<title>faz tempo que ninguém famoso morre, né?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 05:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>cotidiano.</category>
	<category>latinice.</category>
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		<description><![CDATA[	Acho que ultimamente tá faltando chacina, criancinha morrendo, bala perdida, assassinato de famoso, enchente, sei lá.
	Todo mundo só fala do tempo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Acho que ultimamente tá faltando chacina, criancinha morrendo, bala perdida, assassinato de famoso, enchente, sei lá.</p>
	<p align="justify">Todo mundo só fala do tempo.</p>
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		<title>clube da luta versão são paulo fashion week</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/12/08/clube-da-luta-versao-sao-paulo-fashion-week/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 05:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>humorzinho.</category>
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		<description><![CDATA[	Voc&ecirc; n&atilde;o é as calorias que voc&ecirc; tenta perder.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[idéia de post descaradamente roubada do blog da Carol - de novo! - mas a vers&atilde;o dela é melhor, eu admito]
&nbsp;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Voc&ecirc; n&atilde;o é as calorias que voc&ecirc; tenta perder.<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />[idéia de post descaradamente roubada do blog da <a href="http://rewind.blogsome.com/2009/12/01/clube-da-luta-versao-escolar/" target="_blank" title="Carol">Carol</a> - de novo! - mas a vers&atilde;o dela é melhor, eu admito]<br />
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		<title>hora de voltar</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/12/08/hora-de-voltar/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 05:25:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>cotidiano.</category>
	<category>humorzinho.</category>
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		<description><![CDATA[	Quem sabe as férias me tragam vida nova ao blog, n&atilde;o é mesmo? 
	Fato é que eu n&atilde;o lembrava o qu&atilde;o epiléticas podem ser essas caixas com números que voc&ecirc; digita ao comentar.&nbsp; 
	&nbsp;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Quem sabe as férias me tragam vida nova ao blog, n&atilde;o é mesmo? </p>
	<p>Fato é que eu n&atilde;o lembrava o qu&atilde;o epiléticas podem ser essas caixas com números que voc&ecirc; digita ao comentar.&nbsp; </p>
	<p>&nbsp;</p>
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		<title>tem sempre aquela coisa:</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/12/08/tem-sempre-aquela-coisa/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 05:24:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>hermética.</category>
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		<description><![CDATA[	Manda ver, vem ver como as coisas funcionam daqui de dentro! Ou o clássico em ingl&ecirc;s &quot;try walking in my shoes!&quot;
	-o problema é só um lado se importar, se bem que, no pé em que estamos, quem se importa?
	&nbsp;
	&nbsp;
	[acho que a Carol vai gostar desse.] 
	&nbsp;
	&nbsp;
	[ou n&atilde;o.] 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Manda ver, vem ver como as coisas funcionam daqui de dentro! Ou o clássico em ingl&ecirc;s &quot;try walking in my shoes!&quot;</p>
	<p align="justify">-o problema é só um lado se importar, se bem que, no pé em que estamos, quem se importa?</p>
	<p align="justify">&nbsp;</p>
	<p align="justify">&nbsp;</p>
	<p align="justify">[acho que a <a href="http://rewind.blogsome.com/" target="_blank" title="Carol">Carol</a> vai gostar desse.] </p>
	<p align="justify">&nbsp;</p>
	<p align="justify">&nbsp;</p>
	<p align="justify">[ou n&atilde;o.] </p>
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		<item>
		<title>estava tudo ali, mas passou.</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 05:15:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>hermética.</category>
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		<description><![CDATA[	Andava desleixada. N&atilde;o porque acreditava que isso iria fazer alguma diferen&ccedil;a no contexto geral, mas por pura pregui&ccedil;a. Também n&atilde;o era, como já come&ccedil;ariam a atormentar os p$icólogos de plant&atilde;o - ou mesmo apenas os fofoqueiros - que era por baixa auto-estima [no segundo caso, eles diriam baixa-estima, se sentindo autoridades no assunto e falando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Andava desleixada. N&atilde;o porque acreditava que isso iria fazer alguma diferen&ccedil;a no contexto geral, mas por pura pregui&ccedil;a. Também n&atilde;o era, como já come&ccedil;ariam a atormentar os p$icólogos de plant&atilde;o - ou mesmo apenas os fofoqueiros - que era por baixa auto-estima [no segundo caso, eles diriam baixa-estima, se sentindo autoridades no assunto e falando muita merda]. Apesar que, no caso dela, até a m&atilde;e, pai, irm&atilde;o, tia, vó, papagaio e o hamister pensassem isso, e com boas chances de acerto.</p>
	<p align="justify">Na verdade, era por puro conforto, pregui&ccedil;a, cansa&ccedil;o. N&atilde;o achava isso ruim, aliás, no momento de alívio que dá aquela sensa&ccedil;&atilde;o de miss&atilde;o-cumprida, quando tudo acaba, bem, tudo n&atilde;o, as obriga&ccedil;&otilde;es apenas, essa sensa&ccedil;&atilde;o era tida como boa. Ao menos, para ela era boa. N&atilde;o estava se arrumando, se alimentando ou dormindo direito porque havia algo errado acontecendo, mas simplesmente porque n&atilde;o precisava fazer isso. N&atilde;o naquele momento. </p>
	<p align="justify">Claro que isso n&atilde;o s&atilde;o coisas que se pare pra pensar. Quer dizer, se mal se pára pra pensar nos tais &quot;tempos modernos&quot;, qui&ccedil;á lembrar das coisas. Ver problema é fácil. Essa foi a sua conclus&atilde;o dos últimos meses. N&atilde;o que a achasse mirabolante, até porque, ela sempre estivera ali, espreitando e esperando uma brecha para aparecer e se fazer luminosa na consci&ecirc;ncia. É fácil ver problemas, assim como é fácil se deixar prender, se deixar levar. </p>
	<p align="justify">S&atilde;o sin&ocirc;nimos, se pensar metafisicamente, ou, até, metaforicamente, prender, se largar, problematizar, encanar, qualquer que seja a palavra escolhida, ela sempre vai te levar a alguma coisa que n&atilde;o a tal liberdade, seja de pensamento, a&ccedil;&atilde;o, vontades&#8230; Talvez ela nem exista mais, em certos níveis, e ela achava que realmente n&atilde;o existia mais. Enfim, é fácil estar lá na merda, porque, basicamente, já se está nela desde o princípio.</p>
	<p align="justify">N&atilde;o que o mundo seja horrível, e que tudo seja um monte de lixo. Como diria o falecido comediante-soco-na-cara George Carlin: &quot;the planet is fine, the people are fucked&quot;.&nbsp; A coisa funciona mais ou menos assim, pensava: o mundo está aí, em sua maravilhosa neutralidade com a qual voc&ecirc; pode fazer, ou melhor, pensar das coisas que lhe acontecem o que quiser, só que, é óbvio, todo mundo faz disso um lixo sem tamanho.</p>
	<p align="justify">Porque? Porque é mais fácil. Santo insight do m&ecirc;s, e talvez o melhor dos últimos tempos. Para uma pessoa de quinze anos recém iniciada nas leituras de Proudhon, era de se esperar que na primeira página as coisas já estivessem todas pensadas, re-pensadas, revolucionadas dentro daquela psique idiótica que come&ccedil;ava a se salvar, mas n&atilde;o, demorou, porque sempre demora, e porque, quando é muito rápido, é de se duvidar que seja verdade.</p>
	<p align="justify">As mentiras s&atilde;o rápidas, mas ela ainda n&atilde;o havia chegado nessa parte. Ela estava na fase de &#8216;vou jogar fora toda essa palha&ccedil;ada de livros que eu tenho aqui e que n&atilde;o me servem pra merda e nenhuma e come&ccedil;ar a ler coisas de verdade e ouvir músicas que dizem ser psicodélicas e usar várias drogas só porque eu posso&#8217;. Claro que isso n&atilde;o funcionou, porque, afinal, os fen&ocirc;menos de massa s&atilde;o mais rápidos, sedutores, bonitos, e isso numa cabecinha oca de quinze anos é muito importante, especialmente se ela é gorda, baixinha e cheia de espinhas como a garota em quest&atilde;o, do tipo que vai sempre ser escolhida pra jogar no gol n&atilde;o porque é boa, mas porque preenche.</p>
	<p align="justify">Evidentemente, a coisa revolucionária, anarquista, marxista e junkie durou pouco. Tr&ecirc;s anos e cinco piercings depois, ela viu Crepúsculo no cinema e ficou apaixonada pelo vampiro, e foi tudo pro saco. Tudo mesmo, livro, piercing, discos, baseado, comida&#8230; ah sim, porque a bulimia veio de brinde.</p>
	<p>Quarenta anos depois, ela, depois de uma redu&ccedil;&atilde;o de est&ocirc;mago, plásticas mil e sendo capaz de ingerir apenas o conteúdo de um copinho de café daqueles de plástico que se tem em sala de espera, ela chegou a uma conclus&atilde;o: a gente só tem liberdade pra viver de forma confortável. Talvez o pensamento tivesse se estendido para algo melhor, n&atilde;o fosse o fato de que o massagista do spa entrou na sala e come&ccedil;ou a fazer seu trabalho. </p>
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		<item>
		<title>ah, faz tempo.</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 02:20:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>hermética.</category>
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		<description><![CDATA[	Mas afinal, ainda estamos, todos, vivos, respirando, correndo, sobrevivendo e subvertendo tudo o que há de possível. 
	Em que? Em qualquer coisa, desde que possa ser diferente do que se é agora.
	&nbsp;
	- porque sempre há outra maneira. 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Mas afinal, ainda estamos, todos, vivos, respirando, correndo, sobrevivendo e subvertendo tudo o que há de possível. </p>
	<p align="justify">Em que? Em qualquer coisa, desde que possa ser diferente do que se é agora.</p>
	<p align="justify">&nbsp;</p>
	<p align="justify">- porque sempre há outra maneira. </p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>ai, que preguiça!</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/11/05/ai-que-preguica/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 02:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>bea, como você reclama!</category>
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		<description><![CDATA[	Inacreditável.
	Em pleno século vinteum, com o maravilhoso advento do msn, orkut, facebook, twitter e similares, o idiota me chega no orkut e pergunta - sendo que essa informa&ccedil;&atilde;o ESTÁ NO PERFIL!:
	&quot;oi, vc eh daonde?&quot;
	Duas coisas pra esse ser: vai xavecar mal a m&atilde;e, pra ver se ela cai, e acentua essa merda desse &quot;É&quot;, inferno! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Inacreditável.</p>
	<p align="justify">Em pleno século vinteum, com o maravilhoso advento do msn, orkut, facebook, twitter e similares, o idiota me chega no orkut e pergunta - sendo que essa informa&ccedil;&atilde;o ESTÁ NO PERFIL!:</p>
	<p align="justify">&quot;oi, vc eh daonde?&quot;</p>
	<p align="justify">Duas coisas pra esse ser: vai xavecar mal a m&atilde;e, pra ver se ela cai, e acentua essa merda desse &quot;É&quot;, inferno! </p>
	<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>tô falando que a vida é concreta&#8230;</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/10/28/to-falando-que-a-vida-e-concreta/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 02:10:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>cotidiano.</category>
	<category>humorzinho.</category>
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		<description><![CDATA[	Daí voc&ecirc; mora sozinha. 
	Coisa linda, independ&ecirc;ncia, ninguém te fala nada - obviamente porque n&atilde;o há ninguém - voc&ecirc; faz o que bem entender, e, uma das várias vantagens de n&atilde;o se morar mais com uma m&atilde;e maníaca por limpeza: voc&ecirc; lava a lou&ccedil;a e limpa a casa quando bem entender.
	Ou n&atilde;o. Eventualmente, a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Daí voc&ecirc; mora sozinha. </p>
	<p align="justify">Coisa linda, independ&ecirc;ncia, ninguém te fala nada - obviamente porque n&atilde;o há ninguém - voc&ecirc; faz o que bem entender, e, uma das várias vantagens de n&atilde;o se morar mais com uma m&atilde;e maníaca por limpeza: voc&ecirc; lava a lou&ccedil;a e limpa a casa quando bem entender.</p>
	<p align="justify">Ou n&atilde;o. Eventualmente, a sua casa faz isso por voc&ecirc;. Como? Bom, primeiro, voc&ecirc; está fazendo o seu jantar &agrave;s dez da noite de miojo com requeij&atilde;o. Aí voc&ecirc; derruba o garfo cheio de requeij&atilde;o no ch&atilde;o, e vai limpar. Aí voc&ecirc; vai passar o produto lá two thousand que limpa em dez segundos aquela gordura toda, e voc&ecirc; DERRUBA o vidro quase inteiro do que restava na casa.&nbsp;</p>
	<p align="justify">Bom, aí, já que tá ali no rol&ecirc;, meu, molha um pano duma vez e dá uma passadinha rápida pela sua kitnet, que, por raz&otilde;es auto-explicativas, n&atilde;o é grande.</p>
	<p align="justify">Pronto! Tá limpo, ou voc&ecirc; espera que esteja. Afinal, como já diria o Neto [o sábio do post anterior]: &quot;o importante n&atilde;o é limpar, é tornar invisível.&quot; </p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>devo dizer que eu solidarizo.</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/10/22/devo-dizer-que-eu-solidarizo/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 16:17:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>cotidiano.</category>
	<category>bea, como você reclama!</category>
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		<description><![CDATA[	&quot;Pq?!!!???! Pq, meu deus, eu tenho que relatar tudo que eu fa&ccedil;o praquela merda de Universidade???&quot;* 
	A quantidade exorbitante de relatórios quase - QUASE - me faz ter saudade da época de provas. 
	&nbsp;
	&nbsp;
	*[fonte: frase do Neto, no msn] 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">&quot;Pq?!!!???! Pq, meu deus, eu tenho que relatar tudo que eu fa&ccedil;o praquela merda de Universidade???&quot;* </p>
	<p align="justify">A quantidade exorbitante de relatórios quase - QUASE - me faz ter saudade da época de provas. </p>
	<p align="justify">&nbsp;</p>
	<p align="justify">&nbsp;</p>
	<p align="justify"><em>*[fonte: frase do Neto, no msn]</em> </p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>já que,</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/10/21/ja-que/</link>
		<comments>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/10/21/ja-que/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 02:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>bea, como você reclama!</category>
		<guid>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/10/21/ja-que/</guid>
		<description><![CDATA[	Eu tinha entrado no submarino pra colocar o link do livro do Schopenhauer ali no post anterior, aproveitei pra ver o que aparece quando se clica em &quot;Psicologia&quot; - aquelas categorias de pesquisa dos sites, sabem?
	Olha só, eu vou fazer um resumo estatístico, quem sabe até comentado, da primeira página -até porque eu me recuso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Eu tinha entrado no submarino pra colocar o link do livro do Schopenhauer ali no post anterior, aproveitei pra ver o que aparece quando se clica em &quot;Psicologia&quot; - aquelas categorias de pesquisa dos sites, sabem?</p>
	<p align="justify">Olha só, eu vou fazer um resumo estatístico, quem sabe até comentado, da primeira página -até porque eu me recuso a ver a segunda:</p>
	<p align="justify">- 3 livros do Irvin D. Yalom.</p>
	<p align="justify">- 3 livros do Augusto Cury</p>
	<p align="justify">- Obras Completas de Sigmund Freud, pela editora Imago.</p>
	<p align="justify">- edi&ccedil;&atilde;o comemorativa de 100 anos da &quot;A interpreta&ccedil;&atilde;o dos Sonhos&quot;, do Freud. </p>
	<p align="justify">- um dos milhares de livros da véia Elizabeth Kubler Ross sobre o luto.</p>
	<p align="justify">Esses s&atilde;o os que eu conhe&ccedil;o, da página, mas ao todo, faltaram uns quatro de autores desconhecidos. Eu acho que, se eu come&ccedil;ar a dizer o qu&atilde;o linhadeprodu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os dois primeiros autores ali, eu acabarei ofendendo alguém. </p>
	<p align="justify">A tradu&ccedil;&atilde;o da Imago das obras de Freud é um coc&ocirc;, porque é a quarta tradu&ccedil;&atilde;o a partir do original - do alem&atilde;o ao franc&ecirc;s, dele ao espanhol, do último ao ingl&ecirc;s, e daí para o portugu&ecirc;s, que beleza! </p>
	<p align="justify">A véia dispensa comentários; ela resumiu o luto em cinco fases, e voc&ecirc; necessariamente está em uma delas quando voc&ecirc; perde alguém, e elas s&atilde;o seq&uuml;enciais - pra ilustrar, tem esse vídeo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YEZJei6DD0o" target="_blank" title="aqui">aqui</a>, que é excelente, diga-se de passagem.</p>
	<p align="justify">No fim, se salva a edi&ccedil;&atilde;o dos 100 aninhos do texto que fundamenta todo o método psicanalítico.</p>
	<p align="justify">Agora, o mais assustador de tudo isso é que alguns estudantes de psicologia, futuros p$icólogos, encaram isso como verdades incríveis e passam essas frases prontas para os atendimentos. </p>
	<p align="justify">Ensino de qualidade, isso é Mackenzie! </p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p></p>
	<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>metafísica do amor/metafísica da morte que se foda, eu vou é ver novela.</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/10/21/metafisica-do-amormetafisica-da-morte-que-se-foda-eu-vou-e-ver-novela/</link>
		<comments>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/10/21/metafisica-do-amormetafisica-da-morte-que-se-foda-eu-vou-e-ver-novela/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 02:06:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>cotidiano.</category>
	<category>bea, como você reclama!</category>
	<category>humorzinho.</category>
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		<description><![CDATA[	Esses dias vi um stand-up n&atilde;o-mainstream interessante. Uma das sacadas do cara era algo assim: &quot;aí alguém vira pra voc&ecirc; e diz &#8216;ah, esses dias eu tava vendo no orkut, só por curiosidade&#8217;&#8230; p&ocirc; meu, é só isso que se faz hoje? ninguém vira pra voc&ecirc; e diz &#8216;li um schopenhauer esses dias, só por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Esses dias vi um stand-up n&atilde;o-mainstream interessante. Uma das sacadas do cara era algo assim: &quot;aí alguém vira pra voc&ecirc; e diz &#8216;ah, esses dias eu tava vendo no orkut, só por curiosidade&#8217;&#8230; p&ocirc; meu, é só isso que se faz hoje? ninguém vira pra voc&ecirc; e diz &#8216;li um schopenhauer esses dias, só por curiosidade&#8217;.&quot;E é engra&ccedil;ado porque ninguém - que tenha orkut - está livre desse gostinho de voyeurismo socialmente aceito, ou, pelo menos, legitimado. </p>
	<p align="justify">Ent&atilde;o lá estava eu, vendo o perfil do meu namorado - nada como ter uma personalidade controladora há anos, n&atilde;o é? - e eis que me deparo com uma minazinha xís deixando um daqueles recados de mensagens de boa semana, boas energias, anjos, cora&ccedil;&atilde;o e clich&ecirc;s assim. Apesar de isso ser normal no perfil dele -locutor de rádio, brasil! - isso é comum, mas como a foto da mina era boa e a mensagem n&atilde;o era t&atilde;o clich&ecirc; - mas era, ainda assim - cliquei; só por curiosidade.</p>
	<p align="justify">Antes de mais nada, quando eu entro num perfil, eu vejo fotos. Por que? Porque eu gosto de fotos, tenho um gostinho de ver o que as pessoas tentam imortalizar pelas lentes, e, é claro, como todo aspirante a fotógrafo, fico puta&ccedil;a da vida quando vejo aquelas fotos &quot;euemeusmiguxosnumlocalxís&quot; ou &quot;familiahhh&quot;, &quot;euhh&quot;, etc. Aliás, colocar H no final das palavras - quaisquer que sejam - é algo que me enerva. Enfim, lá fui eu ver as fotos da minazinha.</p>
	<p align="justify">E n&atilde;o é que ela bloqueia parte das fotos para os n&atilde;o-amigos? Mas tá ok, fui ver o que me era permitido.&nbsp; O único álbum visualizável era assim: duas fotos da sobrinha, uma foto dos pais e de uma pessoa xís, provavelmente vizinha, e - e agora fica emocionante - quatro fotos de fundos de tela do windows, com as seguintes legendas [duvido voc&ecirc; clicar] <a href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAOfbQVSJKwy7xP3EpZts60zPHzeVM7neGHsmmParfuD8fRQ0zVorj4fjiiBdWNhRLqrMtRloapSP4_vdC4hoy-kAm1T1UKM6RGeJcgJoDjCBUDHVOCRbdc0V.jpg" target="_blank" title="inverno">inverno</a>, <a href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAFd051PtM1qCIMfWYzEFSFYpxPPcbEg-r2vvPKIYCCBKwjdDAqO6gT7myCPsxaiC2vUPurxvLupvtR_3WvYKAUkAm1T1UKb-gdGZXZLjpQ3w-q8_qM1c9xN1.jpg" target="_blank" title="flores">flores</a>, <a href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAMjReAFHEt7rd8ZR81mZIzcDcPLxggE6sX98XqoRFRDqYUzow2yUy49jNM82eeoAxQP5Tb4U_np9aLIArJTQZucAm1T1UNWpMG7jL6D8kBy4xIm2k2nSAgEj.jpg" target="_blank" title="por do sol">por do sol</a> e <a href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAANAEYe_nbpixHo3IJzDLf-7MQYtgC9WMlBmxSZHZoWnx7yBYUe3BcB39r7Z_w7DCvYbzI5fuCT0K81xexEDUTB0Am1T1UA4sOqBQDnEKSHelMOdW6mzLBcjJ.jpg" target="_blank" title="céus azuis">céus azuis</a> (sic) - JURO!!! - tr&ecirc;s fotos da <u>Regina Duarte</u>, uma do <u>Richard Gere</u>, uma do <u>Marcos Palmeira</u>, duas montanhas, uma com e outra sem neve, e, para finalizar com toda a classe, duas fotos da <u>Hello Kitty</u>.</p>
	<p align="justify">Com isso &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, quem precisa ler <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/209844?franq=167895" target="_blank" title="A Arte de Insultar">A arte de Insultar</a>? </p>
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		<title>vô, ele me disse que era uma coisa, mas ele não era nada daquilo.</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 04:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>hermética.</category>
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		<description><![CDATA[	O que esperar de gente que faz propaganda, filha? - dizia Seu Eusébio, aos ointenta e nove anos de pura lucidez. - N&atilde;o t&ocirc; falando da faculdade n&atilde;o, filha. T&ocirc; falando de vida. Porque veja só, a gente n&atilde;o é muita coisa n&atilde;o quando falamos pros outros, aliás, somos muito mais do que pensamos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">O que esperar de gente que faz propaganda, filha? - dizia Seu Eusébio, aos ointenta e nove anos de pura lucidez. - N&atilde;o t&ocirc; falando da faculdade n&atilde;o, filha. T&ocirc; falando de vida. Porque veja só, a gente n&atilde;o é muita coisa n&atilde;o quando falamos pros outros, aliás, somos muito mais do que pensamos que somos, mas muito, muito menos daquilo que dizemos ser. </p>
	<p align="justify">N&atilde;o fa&ccedil;a essa cara de boba n&atilde;o, menina! Voc&ecirc; entendeu o que eu disse. Na minha época a gente tinha mais decoro, mas n&atilde;o só com os outros, com a gente mesmo. Eu aprendi que mentir era algo ruim simplesmente porque voc&ecirc; se engana mais do que aos outros. Só que hoje isso nem existe mais, qui&ccedil;á responsabilidade pela consequ&ecirc;ncia pros outros da sua mentira.</p>
	<p align="justify">Esse monte de furo na orelha, esse cabelo todo pintado, essas tatuagens todas. Posso ser careta, como voc&ecirc; diz, menina, mas olhe, isso aí tudo é uma grande propaganda enganosa. Assim como tudo que se diz na primeira pessoa. Sabe, filha, a gente é muito mais do que a gente pensa que é. Somos muito mais maus do que pensamos, mais desatentos, mais infiéis, mas também somos a mais nas nossas qualidades.</p>
	<p align="justify">O problema foi o sujeito que inventou a falsa modéstia, se é que ela n&atilde;o é uma coisa do homem mesmo. Menina, se voc&ecirc; soubesse como a vida é mais fácil quando voc&ecirc; se esfor&ccedil;a pra ser honesto. Depois de um certo tempo voc&ecirc; se acostuma e pára de mentir, porque percebe que viver mentindo é mais difícil.</p>
	<p align="justify">Veja voc&ecirc;, olhe-se no espelho; essa porcaria dessa tatuagem escrito n&atilde;o sei que lá em ingl&ecirc;s aí. N&atilde;o sei te dizer daqui a quanto tempo, podem ser vinte minutos ou vinte anos, isso vai virar uma baboseira; e quando voc&ecirc; estiver enrugada que nem eu, aí sim quero ver voc&ecirc; ostentar esse lixo. A nossa pele é uma coisa muito mais íntegra do que a gente mesmo. Nossa pele é honesta desde que a gente nasce.</p>
	<p align="justify">O calafrio de medo, de ansiedade, o frio na barriga, as dores, a coceira, o suor, tudo isso é mais verdadeiro do que qualquer palavra, filha. Teu corpo é muito mais esperto do que voc&ecirc; pelo simples fato de que ele fica sempre em sil&ecirc;ncio. Palavras s&atilde;o muito difíceis, e, a bem da verdade, cada um entende o que quer. Na minha idade, eu nem ligo mais se o que eu falar incomoda ou n&atilde;o porque, salvo hoje, com voc&ecirc; aqui, eu nunca falo nada, exceto uns bons dias, boas tardes, boas noites. Tem que ser educado, é ou n&atilde;o é?</p>
	<p align="justify">Parece que tá todo mundo atrasado em alguma coisa. Tudo é feito com muita pressa e tem que sair perfeito, como se isso fosse possível. Quando eu tinha a sua idade, eu já trabalhava e uma das primeiras coisas que aprendi na enfermaria era que a gente tinha que fazer o máximo que fosse possível naquele dia de trabalho. A segunda coisa foi que nenhum de nós lá ia salvar o mundo, mas que a gente podia ajudar muita gente. Hoje isso n&atilde;o acontece, porque tá todo mundo tentando se salvar, como se n&atilde;o houvesse mais o dia de amanh&atilde;. Todo mundo apressado, sem sair do lugar.</p>
	<p align="justify">Por essas e outras, eu fico quietinho aqui nessa pra&ccedil;a tomando sol todo dia, vendo o mundo passar e pensando cá comigo que, a essa altura da vida, posso morrer sossegado. </p>
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		<title>&#8220;o rei do inverno&#8221;, de bernard cornwell</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 23:23:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>como usar em cinco passos fáceis...</category>
	<category>hermética.</category>
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		<description><![CDATA[	-N&atilde;o seja estúpido, Derfel - reagiu Merlin impaciente. - Os druidas n&atilde;o t&ecirc;m permiss&atilde;o de escrever nada, é contra as regras. Voc&ecirc; sabe disso! Assim que voc&ecirc; escreve alguma coisa ela se torna fixa. Vira dogma. As pessoas passam a discutir a respeito, ficam autoritárias, referem-se aos textos, produzem manuscritos, discutem mais e logo est&atilde;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">-N&atilde;o seja estúpido, Derfel - reagiu Merlin impaciente. - Os druidas n&atilde;o t&ecirc;m permiss&atilde;o de escrever nada, é contra as regras. Voc&ecirc; sabe disso! Assim que voc&ecirc; escreve alguma coisa ela se torna fixa. Vira dogma. As pessoas passam a discutir a respeito, ficam autoritárias, referem-se aos textos, produzem manuscritos, discutem mais e logo est&atilde;o matando umas &agrave;s outras. Se voc&ecirc; nunca escreve nada, ninguém sabe exatamente o que disse, de modo que sempre pode mudar. Será que tenho que explicar tudo?</div>
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		<title>eu não gosto de passarinhos quando estou tentando dormir de manhã e eles ficam lá piando na minha janela.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 20:28:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>raposa.</category>
	<category>hermética.</category>
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		<description><![CDATA[	Grupos. Nunca fui de ficar muito tempo neles. Há quem precise deles pra viver, e há quem sinta muita falta de ter um grupo de amigos que se v&ecirc;em com muita freq&uuml;&ecirc;ncia. E tem sorte aqueles que conseguem conviver intensamente sem [muitas] discuss&otilde;es. 
	Quanto a mim, eu passo. Francamente falando, eu sou uma pessoa oscilante. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Grupos. Nunca fui de ficar muito tempo neles. Há quem precise deles pra viver, e há quem sinta muita falta de ter um grupo de amigos que se v&ecirc;em com muita freq&uuml;&ecirc;ncia. E tem sorte aqueles que conseguem conviver intensamente sem [muitas] discuss&otilde;es. </p>
	<p align="justify">Quanto a mim, eu passo. Francamente falando, eu sou uma pessoa oscilante. Isso signfica que eu preciso de coisas novas, porque as antigas enjoam. N&atilde;o, n&atilde;o é que eu enj&ocirc;o das pessoas, mas eu enj&ocirc;o da rotina que se mantém com elas.</p>
	<p align="justify">Na verdade, eu sempre tive muitos grupos. Nunca me vi t&atilde;o sozinha quanto eu me pretendia, mesmo quando a minha inten&ccedil;&atilde;o era, ao chegar num lugar novo, n&atilde;o manter muito contato com ninguém. Fato é que eles n&atilde;o permaneceram no tempo.</p>
	<p align="justify">Nada permanece, porque eles haveriam de se manter? Acho que as pessoas se esfor&ccedil;am demais para imortalizar a si e &agrave;quilo que gostam, seus valores, essas coisas. Nada vai durar além da sua própria exist&ecirc;ncia, gente. </p>
	<p align="justify">Quer dizer, talvez o plástico.</p>
	<p>&nbsp;</p>
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		<title>posts curtinhos.</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 20:39:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>cotidiano.</category>
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		<description><![CDATA[	Hai Kai cotidiano na cultura ocidental.
	E eu resisto ao Twitter - aquela porra é um passarinho! Um PASSARINHO!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Hai Kai cotidiano na cultura ocidental.</p>
	<p align="justify">E eu resisto ao Twitter - aquela porra é um passarinho! Um PASSARINHO!</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>e foi aí que me ocorreu&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 20:38:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>cotidiano.</category>
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		<description><![CDATA[	&quot;É assim! Nossa, como eu n&atilde;o tinha percebido isso antes?&quot; - e ent&atilde;o sosseguei. 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">&quot;É assim! Nossa, como eu n&atilde;o tinha percebido isso antes?&quot; - e ent&atilde;o sosseguei. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>sensação de morte iminente.</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 20:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>hermética.</category>
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		<description><![CDATA[	Tem gente que vive assim. 
	&nbsp;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Tem gente que vive assim. </p>
	<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>inaugurando a série: &#8220;mamãe, o capitalismo roubou meu&#8230; paladar!&#8221;</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/05/28/inaugurando-a-serie-mamae-o-capitalismo-roubou-meu-paladar/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 22:12:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>humorzinho.</category>
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		<description><![CDATA[	Na cantina, duas amigas resolvem pedir sucos naturais. A loira pede um de laranja, a ruiva pede um de ma&ccedil;&atilde;. Dado o primeiro gole, a ruiva reclama:
	- Nossa, como é ruim esse suco! O de caixinha é muito melhor!
	&quot;Voc&ecirc; nunca tinha tomado suco natural de ma&ccedil;&atilde;?&quot; - pergunta a loira.
	- N&atilde;o, meu! Quem faz isso? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Na cantina, duas amigas resolvem pedir sucos naturais. A loira pede um de laranja, a ruiva pede um de ma&ccedil;&atilde;. Dado o primeiro gole, a ruiva reclama:</p>
	<p align="justify">- Nossa, como é ruim esse suco! O de caixinha é muito melhor!</p>
	<p align="justify">&quot;Voc&ecirc; nunca tinha tomado suco natural de ma&ccedil;&atilde;?&quot; - pergunta a loira.</p>
	<p align="justify">- N&atilde;o, meu! Quem faz isso? É intragável.</p>
	<p align="justify">A loira suspira e toma mais um gole da laranja. </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>observação antropológica de um idiota.</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/05/13/observacao-antropologica-de-um-idiota/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 22:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>humorzinho.</category>
	<category>hermética.</category>
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		<description><![CDATA[	Vislumbre a criatura. Devagar, demoradamente, pare e contemple-a em seu habitat natural. Ali, onde se sente &agrave; vontade, é que ela se expressa pra valer. Perceba o andar desengon&ccedil;ado, a incoer&ecirc;ncia das pernas. Está lá, entre os outros tidos como iguais por classifica&ccedil;&atilde;o arbitrária. Note os pelos no rosto, suponha que seja um macho; nenhuma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Vislumbre a criatura. Devagar, demoradamente, pare e contemple-a em seu habitat natural. Ali, onde se sente &agrave; vontade, é que ela se expressa pra valer. Perceba o andar desengon&ccedil;ado, a incoer&ecirc;ncia das pernas. Está lá, entre os outros tidos como iguais por classifica&ccedil;&atilde;o arbitrária. Note os pelos no rosto, suponha que seja um macho; nenhuma f&ecirc;mea seria t&atilde;o descuidada a ponto de estar ali suja. Se for macho, os pelos est&atilde;o ralos ainda, na mesma medida que o cabelo.</p>
	<p align="justify">Contemple seus hábitos alimentares: o cigarro é sua proteína, o café é sua heroína, e volta e meia tem algo borrachudo entre os dentes&#8230; cheira a queijo, mas será que tem o gosto? Hábitos, enfim. Veja-a em volta das f&ecirc;meas, como se sente tranquila, a criatura. M&atilde;os, pés, tudo relaxado, menos, evidentemente, o órgao reprodutor. Rijo por sob as cal&ccedil;as, tanto quanto os olhos da criatura no próximo alvo.</p>
	<p align="justify">A criatura ca&ccedil;a. &Agrave; primeira vista, a f&ecirc;mea sente a criatura como mais velha. Note como a criatura consegue se mostrar madura, note a vaga idéia pacífica que passa, que paz, sabedoria e sabor que pretende extrair de tudo, de modo a feromonizar seu diálogo, seu papo, seu pinto, é claro, em primeiro lugar.</p>
	<p align="justify">Mas a criatura sabe jogar na conquista do coito, digo, da f&ecirc;mea que deseja. Ela traz o ar de quem n&atilde;o mais é verde, fruta madura, fruta sedenta; mas aparenta fragilidade. Um olhar descuidado pode fazer com que voc&ecirc;, observador, queira cuidar dessa criatura. Vai pensar nela como frágil, como indefesa. Vai pensar nela como alquém que precisa de voc&ecirc;, que te quer bem. De fato te quer, bem de quatro.&nbsp;</p>
	<p align="justify">A criatura n&atilde;o cuida, n&atilde;o sabe, só sabe dizer um mundo de verdades. Ser&atilde;o verdades? Observe, voc&ecirc;, que está de longe, como só saem discursos razoáveis. Sim, repletos de raz&atilde;o, insensatez jamais, apesar da criatura gostar de algumas apologias. Veja como ele tenta adocicar o cru[el], veja como a criatura mantém a consci&ecirc;ncia limpa sempre, através de um repertório de verdades que n&atilde;o podem ser contestadas.</p>
	<p align="justify">N&atilde;o porque sejam verdadeiras, mas porque o discurso fálico já aprisionou a f&ecirc;mea e agora ela chupa a porra da raz&atilde;o. Em breve, engolirá a da criatura com gosto, e depois, será cuspida [a f&ecirc;mea, n&atilde;o a porra] pela criatura num piscar de olhos.</p>
	<p align="justify">Veja voc&ecirc;, observador, como n&atilde;o age com movimentos pretensamente delicados. Veja voc&ecirc; como isso te faz t&atilde;o macho! </p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>hoje.</title>
		<link>http://quarentaetresporesdesol.blogsome.com/2009/05/12/hoje/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 23:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raposa</dc:creator>
		
	<category>hermética.</category>
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		<description><![CDATA[	De que forma come&ccedil;ar um post sem usar clich&ecirc;s? Eu poderia dizer que foi um dia cheio, um dia atípico, um dia daqueles&#8230; mas fato é que só porque estou escrevendo próximo do &quot;fim do dia&quot;, isso n&atilde;o quer dizer que a impress&atilde;o seja de agora. Acho que acordei com ela, ou ela acordou comigo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">De que forma come&ccedil;ar um post sem usar clich&ecirc;s? Eu poderia dizer que foi um dia cheio, um dia atípico, um dia daqueles&#8230; mas fato é que só porque estou escrevendo próximo do &quot;fim do dia&quot;, isso n&atilde;o quer dizer que a impress&atilde;o seja de agora. Acho que acordei com ela, ou ela acordou comigo. Acho que foi como se eu estivesse passando por muita coisa em espa&ccedil;os de microssegundos. &quot;Muita informa&ccedil;&atilde;o&quot;, se quiserem, mas n&atilde;o foi exatamente muita, foi uma. </p>
	<p align="justify">Mas mesmo antes dessa informa&ccedil;&atilde;o eu já estava com aquela coisa na pele, ou que fica atrás dos olhos, que só sai do esconderijo quando a gente está pensando em outra coisa, e quando nos damos conta que está ali, some de novo. Talvez fosse um pressentimento de que uma sensa&ccedil;&atilde;o forte estava para surgir. Mas também, pode n&atilde;o ser nada. Estava mais pra um sentimento de fragilidade, sem causa, apesar de que, se eu fosse esmiu&ccedil;ar a vida, eu poderia achar várias - mas todo mundo que procura acha, afinal; isso n&atilde;o significa nada. Seja o que for, estava ali e deu lugar, ou arrumou a sala para, outra coisa.</p>
	<p align="justify">Só sei que eu recebi a informa&ccedil;&atilde;o. E ela me passou uma sensa&ccedil;&atilde;o diferente, mas ao mesmo tempo familiar. Familiar porque narcísica, diferente porque&#8230; porque alheia, porque nova, porque causou estranhamento. Vai saber. Mexeu com algo que estava quieto, isso é fato. O que estava quieto já é outro mistério, tanto quanto o motivo da diferen&ccedil;a acima. Na verdade, a gente sempre sabe dos nossos mistérios, e o que sabemos é que n&atilde;o há nenhum: só existem coisas que preferimos deixar como desconhecidas, atribuir-lhes esse sentido, porque s&atilde;o dolorosamente verdadeiras, ou porque n&atilde;o conseguimos extrair felicidade do que elas t&ecirc;m a nos dizer.</p>
	<p align="justify">Surgiu isso tudo aí. Sensa&ccedil;&atilde;o de ter sido um espa&ccedil;o, um intervalo, aquele tempo de cinco minutos sem qualquer contato com o material para que voc&ecirc; possa recuperar a aten&ccedil;&atilde;o quando voltar a ele. Sabem? Tipo isso, essa técnica para n&atilde;o perder o ritmo de produ&ccedil;&atilde;o. Me senti assim. N&atilde;o porque quem fez isso de mim, se fez - já que é uma impress&atilde;o subjetiva, nada há que se fazer sen&atilde;o manter no nível do incerto - fez por &quot;mal&quot; ou porque me &quot;desmereceu&quot;. Essa é a parte narcísica já conhecida de longa data, se bem que n&atilde;o é de modo algum agradável sentir-se colocada na posi&ccedil;&atilde;o de objeto. Mas porque é como a nossa aten&ccedil;&atilde;o ao material: quando passa o intervalo, voc&ecirc; volta do ponto onde parou. Exatamente, arrisco eu, do ponto onde parou.</p>
	<p align="justify">N&atilde;o é triste, pensar que n&atilde;o se fez nada, que n&atilde;o se acrescentou nada, que n&atilde;o se construiu nada?</p>
	<p align="justify">Mas talvez seja isso: n&atilde;o há sentido, só há o nada, esse nada cru e avassaladoramente real. Talvez as pessoas n&atilde;o se encontrem, eu poderia pensar, mas seria amargo demais: talvez aquelas duas pessoas - uma delas, eu - n&atilde;o tenham se encontrado; isso sim real, isso sim plausível. Por que? Eu n&atilde;o sei dar a resposta, talvez o Outro saiba.&nbsp;</p>
	<p align="justify">Ou n&atilde;o.</p>
	<p align="justify">E será que eu quero saber?&nbsp; </p>
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